Depois de 22 dias nomeado como ministro extraordinário da crise no RS, Paulo Pimenta ainda não escolheu sua equipe.
Gustavo Bezerra/Câmara dos Deputados

Paulo Pimenta ainda não montou equipe no RS

Depois de 22 dias nomeado como ministro extraordinário da crise no RS, Paulo Pimenta ainda não escolheu sua equipe.

Lula nomeou Paulo Pimenta como ministro extraordinário no Rio Grande do Sul em 15 de maio. Vinte e dois dias depois, Pimenta ainda não estruturou sua equipe para a reconstrução do Estado, afetado por enchentes.

De acordo com a medida provisória (MP) assinada pelo presidente, o ministro tem direito a 29 cargos, que se dividem entre Brasília e o RS. Até agora, Pimenta nomeou apenas quatro pessoas. Seu principal assistente é Emanuel Hassen, o “Maneco” — ambos deixaram a Secretaria de Comunicação Social (Secom) para assumir a missão no Sul do Brasil.

Ministério de Paulo Pimenta ainda não tem agenda oficial

Ao jornal Folha de S.Paulo, Pimenta afirmou que sua agenda inclui sobrevoos pelas áreas afetadas no Rio Grande do Sul, viagens pelo Estado e reuniões com prefeituras. O novo ministério, quase um mês depois de sua criação, ainda não possui site nem agenda oficial.

Segundo o decreto, os três cargos mais altos do ministério devem despachar diretamente de Brasília. No entanto, nos próximos dias, Pimenta deve continuar suas atividades no Rio Grande do Sul.

Paulo Pimenta é cotado para a disputa pelo governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026. Por isso, logo após sua nomeação, aliados do atual governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB), e do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), interpretaram a MP como um gesto político.

Pimenta afirmou à Folha ter uma boa relação com Leite e Melo, destacando o trabalho “em conjunto”. “Minha relação com os prefeitos e com o governador é muito tranquila, muito harmônica”, disse o petista. “E considero que os resultados no trabalho conjunto têm sido muito importantes.”

No entanto, a reportagem do jornal informou que aliados acreditam que, se o trabalho for bem-feito, a dupla Lula e Pimenta pode obter ganhos políticos.

O anúncio oficial do governo federal diz que Pimenta ficará à frente do ministério até fevereiro de 2025. Mas, como as MPs têm duração de quatro meses, a continuidade do trabalho dependerá de aprovação do Congresso.

Nos primeiros dias como ministro Extraordinário para a Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta intimidou uma repórter do Oeste, que noticiou a ida dele e de sua equipe a uma churrascaria de Porto Alegre, no dia 16 de maio. Em outro momento, Pimenta alegou fake news em publicações sobre a tragédia.

Ambos os incidentes geraram reações do Congresso, que convidou Pimenta a se explicar.

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